As interrogações estão dançando e minha mente.
Sinto uma leve impressão que preciso sair desse mundo de dúvidas... Me encontro
acorrentada em uma caverna. As correntes
são macias, não estão me machucando. Escuto vozes, numa língua que não conheço.
Será Deus falando comigo? Começo a sentir calafrios, mas não estou com medo.
Ouço uma música clássica em volume baixo e percebo que algumas interrogações se
aproximam de mim. Elas começam a me interrogar. Mas não entendo o porquê estou
vendo isso. O que elas querem de mim? Dúvidas, não me venham com suas
perguntas, pois não tenho resposta. Tento me soltar, sair. Não posso! Percebo
que elas se juntam, formando algumas imagens. São cenas. Cenas de minha vida.
Vejo-me uma jovem fraca, fria e de poucos amigos. E de frente a um espelho
pergunto o porquê disso. Vejo os meus olhos e respiro. As perguntas saem de
minha boca involuntariamente é fácil de cuspir-las jogando a culpa em mim. Só
não é fácil explicar o porquê sou assim. Sinto que minha vida está sendo
desperdiçada. Escuto a voz de uma amiga, querendo me fazer acreditar que Deus
me ajudará. Começo a acreditar, e acabo criando pensamentos positivos.
Outras cenas surgem. Recordo de cada momento
em que me fiz perguntas e não obtive as respostas. Sinto que chegou à hora de
buscar o conhecimento. Devo me dar uma nova chance. Mas antes disso preciso
sair desse lugar! As tentativas não têm sucesso, não agüento mais ficar aqui
nesse lugar sombrio. Penso em desistir. Sou jovem, não preciso aprender nada agora.
Volto ao meu ritual de sempre... Dormir. Uma vez dormindo, sonho com pessoas se
aproximando de mim. Não as conheço, mas sinto uma enorme sintonia. Elas são
simpáticas, aparentam felizes. Mas por que eu também não estou feliz? Elas
riem, dizem que a vida é doce. E me comparo com elas. A minha vida não é doce, não tenho motivo pra
estar feliz. E porque elas estão felizes? Deus não está me ajudando, e acabo me
conformando em saber que vou ficar neste lugar sozinha. Sinto frio, movo-me na
tentativa de me soltar, mas é inútil.
A música continua só que agora a melodia é
outra. E de repente... Não mas que de
repente, as correntes se soltam. Não sei como isso aconteceu. Mas agora me
sinto livre. Vejo um imenso raio de luz vindo em minha direção. Sigo-o. Uma vez
lá fora, relembrei o significado do trabalho e da preguiça, cada um mostra
caminhos e vantagens opostas. Mas estou acostumada no comodismo. Então embarco
em minhas dúvidas e começo a buscar respostas. Pensamentos confusos dominaram
minha mente, mas foi essa mera confusão que me fez gente. Comecei a dominar
meus pensamentos, pois só assim irei governar meu destino. Sinto que já é
tarde, mas não sei que horas são. Ouço uma voz chamando por meu nome. Não quero
escutar, coloco as mãos nos meus ouvidos, balançado negativamente a cabeça.
Abro meus olhos. É minha mãe me chamando para acordar. É mais um dia de aula, e
é preciso escrever mais um capitulo de minha vida hoje. Prazer meu nome é
Dayanna.