sexta-feira, 13 de julho de 2012

Sonhos de uma jovem


As interrogações estão dançando e minha mente. Sinto uma leve impressão que preciso sair desse mundo de dúvidas... Me encontro acorrentada em uma caverna.  As correntes são macias, não estão me machucando. Escuto vozes, numa língua que não conheço. Será Deus falando comigo? Começo a sentir calafrios, mas não estou com medo. Ouço uma música clássica em volume baixo e percebo que algumas interrogações se aproximam de mim. Elas começam a me interrogar. Mas não entendo o porquê estou vendo isso. O que elas querem de mim? Dúvidas, não me venham com suas perguntas, pois não tenho resposta. Tento me soltar, sair. Não posso! Percebo que elas se juntam, formando algumas imagens. São cenas. Cenas de minha vida. Vejo-me uma jovem fraca, fria e de poucos amigos. E de frente a um espelho pergunto o porquê disso. Vejo os meus olhos e respiro. As perguntas saem de minha boca involuntariamente é fácil de cuspir-las jogando a culpa em mim. Só não é fácil explicar o porquê sou assim. Sinto que minha vida está sendo desperdiçada. Escuto a voz de uma amiga, querendo me fazer acreditar que Deus me ajudará. Começo a acreditar, e acabo criando pensamentos positivos.
Outras cenas surgem. Recordo de cada momento em que me fiz perguntas e não obtive as respostas. Sinto que chegou à hora de buscar o conhecimento. Devo me dar uma nova chance. Mas antes disso preciso sair desse lugar! As tentativas não têm sucesso, não agüento mais ficar aqui nesse lugar sombrio. Penso em desistir. Sou jovem, não preciso aprender nada agora. Volto ao meu ritual de sempre... Dormir. Uma vez dormindo, sonho com pessoas se aproximando de mim. Não as conheço, mas sinto uma enorme sintonia. Elas são simpáticas, aparentam felizes. Mas por que eu também não estou feliz? Elas riem, dizem que a vida é doce. E me comparo com elas.  A minha vida não é doce, não tenho motivo pra estar feliz. E porque elas estão felizes? Deus não está me ajudando, e acabo me conformando em saber que vou ficar neste lugar sozinha. Sinto frio, movo-me na tentativa de me soltar, mas é inútil.
A música continua só que agora a melodia é outra.  E de repente... Não mas que de repente, as correntes se soltam. Não sei como isso aconteceu. Mas agora me sinto livre. Vejo um imenso raio de luz vindo em minha direção. Sigo-o. Uma vez lá fora, relembrei o significado do trabalho e da preguiça, cada um mostra caminhos e vantagens opostas. Mas estou acostumada no comodismo. Então embarco em minhas dúvidas e começo a buscar respostas. Pensamentos confusos dominaram minha mente, mas foi essa mera confusão que me fez gente. Comecei a dominar meus pensamentos, pois só assim irei governar meu destino. Sinto que já é tarde, mas não sei que horas são. Ouço uma voz chamando por meu nome. Não quero escutar, coloco as mãos nos meus ouvidos, balançado negativamente a cabeça. Abro meus olhos. É minha mãe me chamando para acordar. É mais um dia de aula, e é preciso escrever mais um capitulo de minha vida hoje. Prazer meu nome é Dayanna.